I - Tenha controle sobre sua língua. Sempre diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. A maneira como se fala muitas vezes impressiona muito mais que aquilo que se diz.
II - Pense antes de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custar para cumpri-la.
III - Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora para uma pessoa ou a respeito dela.
IV - Tenha interesse no bem estar dos outros. Deixe cada pessoa com quem se encontrar sentir que você lhe dá importância e atenção.
V - Seja alegre. Só exponha suas dores e desapontamentos aos verdadeiros amigos. Ria das boas histórias e aprenda a contá-las.
VI - Conserve a mente aberta. Discuta, investigue, concorde ou discorde... Mas tudo sem perder a amizade...
VII - Deixe as suas virtudes falarem por si mesmo e não fale sobre as fraquezas dos outros.
VIII - Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos frequentemente magoam...
IX - Não perca tempo com quem fala mal de você. Viva com a sua verdade. Esse é o combustível para levar você pra frente e para o alto...
X - Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, mantenha-se calmo. Esqueça um pouco de si mesmo que o tempo se encarregará do resto.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
APRENDENDO A GENEROSIDADE

Voltei de onde parti. Porém os caminhos sempre serão muitos.
Ahhh..... As voltas que a vida da gente dá....
Ela dá voltas completas.
E de ambos os lados da moeda.
Uma hora ela gira completamente ao seu favor.
Inesperadamente ao seu favor.
Quando nenhuma luz no fim do túnel é mais esperada.
Aí... como que por mágica... da vida, é claro!
Puf!!! A sorte vira a nosso favor.
Depois de anos de aprendizado do que não se aprendeu jovem.
De aprender quanto custa um copo d'água. Um novo amigo de verdade.
Um amigo de verdade antigo que restou, quando todos foram embora e o tutu acabou.
Quando só sobrou a gente pra juntar nossos pedaços e recomeçar do zero.
Mas esse tempo passou. Como tudo na vida.
Fica-se mais forte. Mais maleável. Descobre-se que nada sabe.
Fica-se mais humilde. Mais humana. Uma pessoa melhor.
Mais ainda tem muita areia na boca...
Precisa-se mudar o cardápio.
E então....
Quase que dizendo: "Tá vendo? Esse tempo tão esperado chegou.
Viu? Valeu a pena esperar. Ainda não era tempo de ir-se embora."
E tudo são sorrisos. Surpresas. Estive do lado oposto.
E confesso, aproveitei.
Mas sobretudo aprendi.
Aprendi a generosidade.
A compaixão.
Mantive é claro a integridade que me é característica.
Honestidade comigo e com todos. Ética.
E após algum tempo... depois de desfrutar destas beneces mudei de rota.
Abdiquei deste caminho.
Não era um bom caminho "anyway".
Dois anos se passaram, e olha onde estou?
Aonde parei.
De onde sai.
Há sete anos atrás.
Dizendo que não mais voltaria.
Mas o convite foi me feito.
Uma generosidade inesperada recebida com muita emoção.
E veio o Ano Novo!
Ano de 2010.
Meio insegura. Meio pisando em ovos. Muito cautelosa, é claro!
Testando-me nesta nova estrada. E esperando o melhor.
Que os novos ventos do reverso da moeda soprem a meu favor.
Um jornada e tanto em poucas linhas.
Essa vida é ou não é uma caixinha de surpresas?!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
AQUELES DIAS QUE.....
Tem dia que a gente pará e está tudo errado.
A vida está fora do lugar.Num é isso que se quer.
Os cães latem repetidamente.
Não se consegue pensar.
Mas o dia insiste em lançar, meio incerto,
aquela brisa d e l i c i o s a sobre a gente,
nos momentos mais inusitados.
Como quem diz, olhe pro lado.
Desestresse.
E aí mais aborrecimento.
E de reprente a chuva que viria como tormenta, vira sol.
E a temperatura carioca vira temperada. Agradável.
Venta-se bem e muito e pouco.
Enfim, o tempo louco, em seu tempo,
torna-se perfeito em sua loucura.
Pois é.... Só mesmo o tempo
pra suavizar a minha TPM que não me largou hoje.
Só uma mulher pra entender a outra.
Aí, chega a noite.
A dor de cabeça foi embora.
E amanhã é outro dia.
Nada como uma noite entre dois dias
para nascer a luz de nossos problemas
terrenos, físicos e filosóficos.
Um boa noite a você!
Ana Braz
terça-feira, 20 de outubro de 2009
NÃO ESPERE
Não espere um sorriso para ser gentil...
Não espere ser amado para amar...
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado...
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida...
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar...
Não espere a queda para lembrar-se do conselho.
Não espere...
Não espere a enfermidade para perceber o quanto é frágil a vida...
Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar...
Não espere a mágoa para pedir perdão...
Não espere a separação para buscar reconciliação.
Não espere a dor para acreditar em oração...
Não espere elogios para acreditar em si mesmo...
Não espere...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado...
Não espere o eu te amo para dizer eu também...
Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida...
E então, o que você está esperando?
Não espere ser amado para amar...
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado...
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida...
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar...
Não espere a queda para lembrar-se do conselho.
Não espere...
Não espere a enfermidade para perceber o quanto é frágil a vida...
Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar...
Não espere a mágoa para pedir perdão...
Não espere a separação para buscar reconciliação.
Não espere a dor para acreditar em oração...
Não espere elogios para acreditar em si mesmo...
Não espere...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado...
Não espere o eu te amo para dizer eu também...
Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida...
E então, o que você está esperando?
sábado, 17 de outubro de 2009
TALENTO
Quando a gente ouve falar em talento pensa logo em artista, em gente famosa...
Talentoso não é só quem aparece em jornais, revistas e TV.
Talento é como impressão digital:
Cada um tem o seu e nunca é igual ao do outro.
Muita gente fala que não tem
Talento pra nada.
Se a gente achar que o só os gênios ou os ganhadores do Oscar têm talento, fica difícil ver talento em nós mesmos.
Talento não tem que ser notícia, nem recorde, nem ibope.
Talento é aquela coisa que a gente faz com naturalidade e faz bem feito!
Tem gente que nasceu pra cuidar de casa. Você acha pouco?
Administrar uma família exige talento...
Tem gente que passa a vida feliz, só consertando carros. Mexer num motor exige talento...
Eu vejo talento nas mínimas coisas.
O sorriso de um balconista, por exemplo, me chama a atenção pra um talento raro hoje em dia:
O talento de ser gentil e atencioso.
Eu conheço gente que não tem habilidade nenhuma na cozinha, mas que tem um talento enorme pra reunir pessoas em volta de uma mesa.
Aí os jantares ficam inesquecíveis.
Eu valorizo muito o talento, por menos visível que ele seja.
Você não precisa subir num palco pra mostrar que tem talento.
Por trás de um grande espetáculo, tem muito talento em jogo.
Do diretor...
Ao funcionário encarregado de abrir e fechar as cortinas.
Tenha orgulho do seu talento, mesmo que ele não vire notícia.
Mesmo que ele pareça tolo aos olhos dos outros.
Você é único no que faz.
Principalmente se faz com dedicação e humildade.
Texto de Lena Gino
SÓ DEPENDE DE VOCÊ... DE MIM... DE NÓS.....
"Mantenha seus pensamentos positivos,
porque seus pensamentos tornam-se suas palavras.
Mantenha suas palavras positivas,
porque suas palavras tornam-se suas atitudes.
Mantenha suas atitudes positivas,
porque suas atitudes tornam-se seus hábitos.
Mantenha seus hábitos positivos,
porque seus hábitos tornam-se seus valores.
Mantenha seus valores positivos,
porque seus valores tornam-se seu destino."
Mahatma Ghandi
porque seus pensamentos tornam-se suas palavras.
Mantenha suas palavras positivas,
porque suas palavras tornam-se suas atitudes.
Mantenha suas atitudes positivas,
porque suas atitudes tornam-se seus hábitos.
Mantenha seus hábitos positivos,
porque seus hábitos tornam-se seus valores.
Mantenha seus valores positivos,
porque seus valores tornam-se seu destino."
Mahatma Ghandi
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
BONDADE
Tem uma música do Gilberto Gil chamada
"cada tempo em seu lugar", que tem umas frases muito interessantes.
Uma delas é:
"preciso me livrar do ofício
de ter que ser sempre bom.
Bondade pode ser um vício, levar a lugar nenhum..."
Eu não estou aqui dizendo
que a bondade é coisa que não vale a pena...
Eu sempre acreditei que as pessoas nascem boas.
Mas acho que bondade é coisa que a gente cultiva.
Ou não.
E no correr da vida,
tem gente que opta por não ser bom
ou simplesmente não conhece a bondade
como nós a entendemos.
Mas é difícil mesmo definir o que é bondade.
Eu tenho a intuição que bondade é
basicamente nos sentirmos bem.
A bondade deve ser praticada
quando o espírito pede, quando a alma fica alegre.
Bondade não é dar dinheiro pra orfanato, pra asilo...
Isso é caridade.
E até a caridade é algo que tem que vir do desejo do coração,
jamais da obrigação social.
Aí eu cheguei à conclusão
de que a bondade está em coisas simples:
No nosso amor próprio,
na firmeza das nossas atitudes,
na paciência,
na compreensão...
A bondade está em ver as coisas
do jeito mais otimista possível,
porque o pessimista fica mau diante da vida.
Maldade, pra mim, é fazer gentilezas forçadas,
elogios falsos,...
É ter desejos duvidosos...
A maldade geralmente vem enfeitada de promessas
que nunca vão se cumprir. E quer saber do que mais?
Fazer o mal dá um trabalho...
Maldade envelhece e cansa.
Às vezes um gesto brusco,
um olhar torto,
um palavrão raivoso
podem nos transformar
momentaneamente
em pessoas más...
Aí, a diferença está em perceber
o erro e ser humano o suficiente para pedir perdão.
E por falar em perdão,
tem outra frase que é de fazer pensar nessa música do Gil:
"a bondade, quando for bom, ser bom...
A justiça, quando for melhor...
E o perdão... Se for preciso perdoar..."
Tudo de bom pra você!
(Ana Maria Braga)
"cada tempo em seu lugar", que tem umas frases muito interessantes.
Uma delas é:
"preciso me livrar do ofício
de ter que ser sempre bom.
Bondade pode ser um vício, levar a lugar nenhum..."
Eu não estou aqui dizendo
que a bondade é coisa que não vale a pena...
Eu sempre acreditei que as pessoas nascem boas.
Mas acho que bondade é coisa que a gente cultiva.
Ou não.
E no correr da vida,
tem gente que opta por não ser bom
ou simplesmente não conhece a bondade
como nós a entendemos.
Mas é difícil mesmo definir o que é bondade.
Eu tenho a intuição que bondade é
basicamente nos sentirmos bem.
A bondade deve ser praticada
quando o espírito pede, quando a alma fica alegre.
Bondade não é dar dinheiro pra orfanato, pra asilo...
Isso é caridade.
E até a caridade é algo que tem que vir do desejo do coração,
jamais da obrigação social.
Aí eu cheguei à conclusão
de que a bondade está em coisas simples:
No nosso amor próprio,
na firmeza das nossas atitudes,
na paciência,
na compreensão...
A bondade está em ver as coisas
do jeito mais otimista possível,
porque o pessimista fica mau diante da vida.
Maldade, pra mim, é fazer gentilezas forçadas,
elogios falsos,...
É ter desejos duvidosos...
A maldade geralmente vem enfeitada de promessas
que nunca vão se cumprir. E quer saber do que mais?
Fazer o mal dá um trabalho...
Maldade envelhece e cansa.
Às vezes um gesto brusco,
um olhar torto,
um palavrão raivoso
podem nos transformar
momentaneamente
em pessoas más...
Aí, a diferença está em perceber
o erro e ser humano o suficiente para pedir perdão.
E por falar em perdão,
tem outra frase que é de fazer pensar nessa música do Gil:
"a bondade, quando for bom, ser bom...
A justiça, quando for melhor...
E o perdão... Se for preciso perdoar..."
Tudo de bom pra você!
(Ana Maria Braga)
UM BANHO DE LUZ PRA VOCÊ
Quando a gente tem tempo é claro!
Mas um banhinho quente ou frio
é um dos momentos mais íntimos
que podemos ter com a gente mesmo, né?
Quem nunca cantou debaixo do chuveiro?
E chorar de baixo do chuveiro, gente?
Não é literalmente uma lavagem de alma?
Chorar sem testemunhas, sem que ninguém veja as lágrimas...
Parece que o choro fica mais forte e a dor vai embora de vez...
É gostoso, né?
Claro que a idéia aqui não é ficar desperdiçando água à toa,
mas mesmo durante um banho curto,
a gente tem tempo pra pensar um pouquinho na vida.
No banho a gente faz planos.
Pensa no que vai falar, antes de uma conversa séria...
Organiza a cabeça depois de um dia cansativo...
Enfim, são minutinhos preciosos pra estarmos a sós
com as nossas fantasias, nossos fantasmas...
Uma vez eu li numa revista científica
uma matéria sobre percepção.
Tinha um trecho interessante, que dizia que
tomar banho de olhos fechados
fazia o tato e o olfato ficarem mais apurados.
Lá dizia que, de olhos fechados,
a gente sente melhor o perfume do sabonete.
E que identificamos com mais clareza os limites do corpo.
Eu fiz isso pra testar.
E foi mesmo!
É curioso reconhecer o corpo da gente sem ver.
E naquele momento,
eu pude entender um pouquinho
a realidade dos deficientes visuais.
Nesse banho eu tive a chance de pensar
nas pessoas que são privadas de algum sentido.
Foi bom pensar nisso.
Aquele simples banho me deu a consciência
da delícia que é a minha vida:
Sem privações, sem deficiências.
E que os meus problemas nem são tão graves assim,
comparados aos de muita gente.
E eu me senti muito feliz por tudo o que eu tenho
e por tudo o que eu ainda posso planejar
enquanto tomo um banho.
Aquele foi mesmo um banho de luz,
que eu acho que todo mundo deveria tomar
de vez em quando.
Uma chuveirada pode acordar a gente
pra muitas coisas importantes.
Uma delas é agradecer por tudo
o que a vida nos dá de bom.
Todos os dias.
Escrito lindamente por: Ana Maria Braga
Pois é. Eu tinha que compartilhar com você.
Se você já o conhecia tudo bem.
Se não, valeu a pena.
Um bom dia e muitos bons banhos de luz pra você.
Muita luz e sorte hoje!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
CULPA E MENTIRA
Duas palavras intimamente ligadas.
Sempre achei culpa algo católico.
Mas é maior.
A culpa jamais irá ajudá-lo a encontrar
a liberdade em você.
E ela não tem preço.
O máximo de que ela é capaz é fazer
você (porque não dizer:nós – humanos)
a se (nos) esforçar mais para se ajustar a alguma ética
exterior.
Quando o que vale, na realidade, é o interior.
E como humanos que somos...
E porque não dizer sobreviventes, não há vergonha nenhuma
em nos escondermos, por vezes,
num dos lugares mais fáceis e ilusoriamente seguros.
Um lugar onde precisa-se apenas contar-se consigo próprio.
A mentira.
Porém a mentira é algo escuro.
Precisa-se coragem de abrir mão do poder e segurança que
este lugar promete.
Porque as mentiras são uma pequena fortaleza.
E dentro de tais fortalezas tenta-se em vão governar-se a
a própia vida e manipular a dos outros.
E como toda fortaleza são necessários muros.
Que são contruídos. Muros que são as justificativas
das mentiras.
Você sabe.... como se estivesse fazendo isso para proteger
alguém que ama.
Ou para proteger essa pessoa da dor.
Qualquer coisa para que se sinta bem com as mentiras.
Omitir também é uma mentira. Descarada.
A verdade da mentira.... Sim. Ela tem uma verdade.
Porque não? Sempre há uma verdade nas coisas, por
mais demorada que ela teime em aparecer.
O verdadeiro motivo da mentira é o medo
de enfrentar as emoções.
As próprias.
E pior: as do outro.
As emoções amedrontam.
Do que se conclui que mente-se para se proteger. Sobretudo.
E proteger o outro. Por vezes.
Sempre disse e pensei: odeio a mentira.
Odeio quem mente. É algo que me tira do sério.
E tira mesmo.
Não confio em quem mente.
E confiança é algo importante pra mim.
Por outro lado.....
Como uma sobrevivente, humana dessa louca dança
ou jogo da vida questiono-me.
Quem nunca mentiu para si próprio?
Quem nunca se iludiu?
Quem nunca quis acreditar tão forte numa mentira
porque não resistiria sobreviver à verdade?
Ela é sedutora.
Há muitos perdidos em suas percepções da realidade
e ao mesmo tempo tão seguros nos próprios julgamentos...
Paga-se um preço alto em assumir os riscos da honestidade.
Enfrentar o medo de sair do escuro.
Pedir perdão.
A você e ao outro.
Sim porque o outro pode ou não queira lhe dar.
È o risco da fé.
A fé não cresce na casa da certeza.
Mas uma vez feita a escolha, você se transforma.
Por meio de suas escolhas, você pode ser um
hipócrita no meio da multidão.
Ou um contador de verdades.
Ou..... Façam suas apostas!
Melhor: façam suas escolhas!
A sorte está lançada.
“Alea jacta est”!
Sempre achei culpa algo católico.
Mas é maior.
A culpa jamais irá ajudá-lo a encontrar
a liberdade em você.
E ela não tem preço.
O máximo de que ela é capaz é fazer
você (porque não dizer:nós – humanos)
a se (nos) esforçar mais para se ajustar a alguma ética
exterior.
Quando o que vale, na realidade, é o interior.
E como humanos que somos...
E porque não dizer sobreviventes, não há vergonha nenhuma
em nos escondermos, por vezes,
num dos lugares mais fáceis e ilusoriamente seguros.
Um lugar onde precisa-se apenas contar-se consigo próprio.
A mentira.
Porém a mentira é algo escuro.
Precisa-se coragem de abrir mão do poder e segurança que
este lugar promete.
Porque as mentiras são uma pequena fortaleza.
E dentro de tais fortalezas tenta-se em vão governar-se a
a própia vida e manipular a dos outros.
E como toda fortaleza são necessários muros.
Que são contruídos. Muros que são as justificativas
das mentiras.
Você sabe.... como se estivesse fazendo isso para proteger
alguém que ama.
Ou para proteger essa pessoa da dor.
Qualquer coisa para que se sinta bem com as mentiras.
Omitir também é uma mentira. Descarada.
A verdade da mentira.... Sim. Ela tem uma verdade.
Porque não? Sempre há uma verdade nas coisas, por
mais demorada que ela teime em aparecer.
O verdadeiro motivo da mentira é o medo
de enfrentar as emoções.
As próprias.
E pior: as do outro.
As emoções amedrontam.
Do que se conclui que mente-se para se proteger. Sobretudo.
E proteger o outro. Por vezes.
Sempre disse e pensei: odeio a mentira.
Odeio quem mente. É algo que me tira do sério.
E tira mesmo.
Não confio em quem mente.
E confiança é algo importante pra mim.
Por outro lado.....
Como uma sobrevivente, humana dessa louca dança
ou jogo da vida questiono-me.
Quem nunca mentiu para si próprio?
Quem nunca se iludiu?
Quem nunca quis acreditar tão forte numa mentira
porque não resistiria sobreviver à verdade?
Ela é sedutora.
Há muitos perdidos em suas percepções da realidade
e ao mesmo tempo tão seguros nos próprios julgamentos...
Paga-se um preço alto em assumir os riscos da honestidade.
Enfrentar o medo de sair do escuro.
Pedir perdão.
A você e ao outro.
Sim porque o outro pode ou não queira lhe dar.
È o risco da fé.
A fé não cresce na casa da certeza.
Mas uma vez feita a escolha, você se transforma.
Por meio de suas escolhas, você pode ser um
hipócrita no meio da multidão.
Ou um contador de verdades.
Ou..... Façam suas apostas!
Melhor: façam suas escolhas!
A sorte está lançada.
“Alea jacta est”!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
DIRETO DO BLOG DO BONI
FAZER TELEVISÃO É FÁCIL. COMUNICAR É DIFíCIL.
Criar cenários, iluminar, cortar, gravar, editar, etc…
etc são funções artísticas importantes e fundamentais na produção
de um programa de televisão.
Mas todas elas, mesmo executadas com perfeição,
não fazem necessariamente um bom programa.
Uma boa produção é indispensável, mas não é tudo.
Julio Gouveia, o pioneiro produtor de televisão,
dizia com propriedade que se um livro
fosse muito interessante
ele resistiria a uma boa leitura frente as câmeras,
sem um corte sequer, sem qualquer produção.
Bastaria um narrador competente.
Infelizmente, os recursos de produção
fazem alguns profissionais
acreditarem que forma
é mais importante do que conteúdo.
O espectador não é bobo.
Não adianta apostar em móveis, cadeiras,
escadas, elevador que não vai a lugar algum,
carros, barcos, novidades tecnológicas,
cenários mirabolantes,cidades fantásticas,
desertos, rios e montanhas.
Também não adianta berrar com quem está em casa
porque se baixa o volume, muda de canal ou,
simplesmente, desliga. Nem gritos, nem sussurros.
E é bom lembrar que bater palmas para o próprio umbigo
é tão ridículo como uma “merchandising” mal feita.
O que importa é a capacidade de comunicar.
É não ser egoísta pensando no produto
apenas como mais um produto.
É fundamental pensar em quem está do outro lado,
em casa, com o controle remoto na mão.
Não basta um produto bem realizado.
É preciso que ele seja realizado para quem vai ver.
Que interesse e… muito.
E que seja capaz de prender o interesse.
Que tenha potencial para durar o tempo
para o qual foi projetado, para não encher linguiça.
Minutos, horas, meses ou anos.
O Max Nunes quando lhe apresentavam um novo programa,
sapecava: Me conta como vai ser o décimo segundo.
Um programa bom pode resistir ao tempo,
mas não pode ser como um restaurante velho “sob nova direção”.
Ou aquele sabão de sempre “agora em nova embalagem”.
Uma novidade formal é bem vinda,
mas não pode ser anunciada, promovida e alardeada
como se fosse a descoberta da pólvora.
Basta que seja percebida.
Só vale a pena botar a boca no mundo
e dar tiro de canhão se a novidade for de conteúdo.
Nereu Bastos, na velha TV Tupi,
quando algum produtor exagerava nos pedidos de materiais,
costumava retrucar: Pergunta na sua casa se alguém já ligou a TV
para ver o sarrafo da TV Rio, o pano da Tv Excelsior ou
a mesa da Globo?
Um exagero do Nereu, mas com um fundo de verdade.
O que se quer ver mesmo é alguma coisa
que atravesse a tela do televisor e mexa com a gente.
Fazer televisão é fácil. Comunicar é difícil.
Boni
PS: É por isso que ele é o que é.
Criar cenários, iluminar, cortar, gravar, editar, etc…
etc são funções artísticas importantes e fundamentais na produção
de um programa de televisão.
Mas todas elas, mesmo executadas com perfeição,
não fazem necessariamente um bom programa.
Uma boa produção é indispensável, mas não é tudo.
Julio Gouveia, o pioneiro produtor de televisão,
dizia com propriedade que se um livro
fosse muito interessante
ele resistiria a uma boa leitura frente as câmeras,
sem um corte sequer, sem qualquer produção.
Bastaria um narrador competente.
Infelizmente, os recursos de produção
fazem alguns profissionais
acreditarem que forma
é mais importante do que conteúdo.
O espectador não é bobo.
Não adianta apostar em móveis, cadeiras,
escadas, elevador que não vai a lugar algum,
carros, barcos, novidades tecnológicas,
cenários mirabolantes,cidades fantásticas,
desertos, rios e montanhas.
Também não adianta berrar com quem está em casa
porque se baixa o volume, muda de canal ou,
simplesmente, desliga. Nem gritos, nem sussurros.
E é bom lembrar que bater palmas para o próprio umbigo
é tão ridículo como uma “merchandising” mal feita.
O que importa é a capacidade de comunicar.
É não ser egoísta pensando no produto
apenas como mais um produto.
É fundamental pensar em quem está do outro lado,
em casa, com o controle remoto na mão.
Não basta um produto bem realizado.
É preciso que ele seja realizado para quem vai ver.
Que interesse e… muito.
E que seja capaz de prender o interesse.
Que tenha potencial para durar o tempo
para o qual foi projetado, para não encher linguiça.
Minutos, horas, meses ou anos.
O Max Nunes quando lhe apresentavam um novo programa,
sapecava: Me conta como vai ser o décimo segundo.
Um programa bom pode resistir ao tempo,
mas não pode ser como um restaurante velho “sob nova direção”.
Ou aquele sabão de sempre “agora em nova embalagem”.
Uma novidade formal é bem vinda,
mas não pode ser anunciada, promovida e alardeada
como se fosse a descoberta da pólvora.
Basta que seja percebida.
Só vale a pena botar a boca no mundo
e dar tiro de canhão se a novidade for de conteúdo.
Nereu Bastos, na velha TV Tupi,
quando algum produtor exagerava nos pedidos de materiais,
costumava retrucar: Pergunta na sua casa se alguém já ligou a TV
para ver o sarrafo da TV Rio, o pano da Tv Excelsior ou
a mesa da Globo?
Um exagero do Nereu, mas com um fundo de verdade.
O que se quer ver mesmo é alguma coisa
que atravesse a tela do televisor e mexa com a gente.
Fazer televisão é fácil. Comunicar é difícil.
Boni
PS: É por isso que ele é o que é.
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